O clima esquentou de vez na Câmara Municipal de Carapicuíba e os bastidores da política regional estão literalmente pegando fogo. A denúncia feita pelo vereador Professor Naldo contra supostos “funcionários fantasmas” ligados à Prefeitura abriu uma crise política que promete desdobramentos explosivos nas próximas sessões do Legislativo.

Durante discurso na Tribuna, o parlamentar afirmou que pessoas estariam recebendo salários da administração municipal sem exercer qualquer função pública de fato. Segundo ele, a denúncia já teria inclusive indicação dos locais onde os supostos servidores estariam lotados apenas “no papel”.

A situação ganhou ainda mais tensão quando Professor Naldo acusou aliados do prefeito José Roberto de tentarem intimidá-lo politicamente após as declarações.

O principal alvo das críticas foi o vereador Álvaro Abílio, líder do governo na Câmara. De acordo com Naldo, Álvaro teria se comprometido a apurar as denúncias, mas até agora nenhuma providência concreta teria sido apresentada.

“Estou esperando sentado”, disparou o vereador, em tom de ironia, aumentando ainda mais a pressão sobre a base governista.

Professor Naldo também revelou ter recebido notificações extrajudiciais enviadas por agentes ligados ao Executivo Municipal, numa tentativa, segundo ele, de constrangê-lo e obrigá-lo a provar as acusações feitas em plenário.

O parlamentar reagiu afirmando que está amparado pela Constituição Federal. Ele citou o artigo 29, inciso VIII, que garante aos vereadores inviolabilidade por opiniões, palavras e votos no exercício do mandato dentro da circunscrição do município.

“A Constituição me ampara no que falo aqui e eu disse nessa Tribuna que existem funcionários fantasmas que recebem salários sem trabalhar”, afirmou Naldo durante sessão da Câmara.

A fala repercutiu fortemente nos bastidores políticos de toda a região oeste da Grande São Paulo, principalmente por envolver uma denúncia extremamente grave: possível uso irregular da máquina pública e supostos pagamentos indevidos com dinheiro público.

Nos corredores da Câmara, vereadores da oposição já articulam pedidos formais de investigação e cobram transparência da Prefeitura de Carapicuíba sobre a lista de servidores, funções exercidas e locais de trabalho.

Enquanto isso, a base governista tenta conter o desgaste político em meio à repercussão do caso, que rapidamente tomou conta das redes sociais e grupos políticos da região.

A crise agora coloca frente a frente Executivo e Legislativo em um dos momentos mais delicados da política recente de Carapicuíba. E nos bastidores, a pergunta que ecoa é uma só: haverá investigação profunda ou tudo terminará apenas em troca de acusações políticas?

Uma coisa é certa: o clima na Câmara Municipal está longe de esfriar.

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