Com quase 160 milhões de eleitores aptos a irem às urnas em outubro, o Brasil se prepara para um cenário eleitoral diversificado. Enquanto o voto é obrigatório para maiores de 18 anos, ele se torna facultativo para analfabetos, jovens de 16 e 17 anos e idosos com mais de 70 anos. Em 2026, um dado chama atenção: são 17 milhões de pessoas nessa faixa etária que estarão aptas a votar, representando quase 11% do eleitorado do país.
Nas eleições de 2022, cerca de seis milhões de idosos com mais de 70 anos exerceram seu direito ao voto. Um desses eleitores foi José Aldo de Oliveira, de 83 anos, morador de Sobradinho, no Distrito Federal, que expressa sua visão sobre a política e a importância do voto.
“Para ser sincero, eu não vou esconder. Do jeito que está hoje, a gente não sabe mais em quem vota. E quando eles ganham, primeiro, esquecem da gente. Mas, entre tudo por tudo, a gente tem a dizer o seguinte: que tem que votar. A política existe. Então, a gente tem que votar. Tem que votar e tem que torcer por alguém. Agora, esse alguém eu não sei ainda.”
Isabela Rocha, pesquisadora do Instituto de Ciência Política da UnB, destaca a relevância do eleitorado mais velho nas eleições, ressaltando que temas como saúde, previdência e segurança pública serão cruciais na campanha eleitoral. Ainda que essas questões sejam importantes para os eleitores mais velhos, não significa que votarão de forma homogênea, destacando a importância de campanhas inteligentes por parte dos candidatos.
Os eleitores obrigados a votar que não comparecerem às urnas nem justificarem a ausência ficam em débito com a justiça eleitoral, ficando impedidos de emitir a certidão de quitação eleitoral. Além disso, o título de eleitor é cancelado caso ocorram três eleições ou turnos sem votar.
Neste ano, os brasileiros irão escolher candidatos a presidente, governador, senador, deputados federais, estaduais e distritais, em uma eleição que promete ser marcada pela diversidade de eleitores e pela importância do voto de cada cidadão.



