A taxidermia, técnica de empalhamento de animais, é mais do que uma forma de preservação artística. Na Universidade de Sorocaba (Uniso), um acervo de animais silvestres taxidermizados é utilizado como ferramenta essencial para o ensino e pesquisa nos cursos de Biologia e Medicina Veterinária. Além disso, as peças também são aproveitadas por policiais ambientais em atividades educativas.
A técnica por trás da taxidermia
Conversamos com o professor e biólogo Ronnie Von Mateus Ferreira, que detalhou o processo de taxidermização. Desde a retirada da pele até a confecção da estrutura interna do animal, cada etapa requer cuidado e precisão. A dissecação, por exemplo, pode ser a parte mais desafiadora, demandando horas de trabalho minucioso.
Ensino prático e relevante
O minicurso de taxidermia oferecido pela Uniso é uma oportunidade única para estudantes interessados na área. Com uma carga horária de oito horas e uma abordagem teórica e prática, a formação enriquece o aprendizado dos futuros profissionais da biologia e medicina veterinária.
Legislação e transporte de animais taxidermizados
A legislação brasileira estabelece regras rígidas para o transporte de animais taxidermizados, garantindo a proteção da fauna silvestre. No entanto, com a documentação adequada, é possível realizar o transporte dessas peças, desde que sua origem seja legalmente comprovada.
Assim, a taxidermia não apenas preserva a beleza e forma dos animais, mas também contribui significativamente para o ensino, pesquisa e conscientização ambiental. A Uniso e o Sítio Reino Animal em Votorantim são exemplos de como a taxidermia pode ser uma ferramenta valiosa no contexto educacional e científico.
Fonte: https://g1.globo.com



