O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, ordenou a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp, que conta com mais de 3,3 milhões de seguidores. A Meta, proprietária do WhatsApp e Facebook, tem um prazo de 3 horas para parar o envio de atualizações e impedir a entrada de novos seguidores. A suspensão permanecerá vigente até a homologação do resultado do segundo turno das eleições de 2026.
A decisão foi tomada em resposta a uma solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro, do PL, que acusa o canal de propagar desinformação. Segundo Nunes Marques, a medida visa evitar a utilização de uma ferramenta de comunicação para disseminar conteúdos considerados inverídicos pelo TSE, em larga escala e às vésperas das eleições.
O criador do canal, deputado federal André Janones, classificou a decisão como censura e convocou seus seguidores para denunciarem a situação.
Durante um ato na Avenida Paulista, Lula, do PT, criticou a decisão e afirmou que o partido irá recorrer. Ele expressou descontentamento com o fechamento do canal de um deputado que apoia sua candidatura. Lula ainda questionou a atuação da Justiça Eleitoral nas redes sociais, destacando a importância de um processo eleitoral sem interferências judiciais.
Além da suspensão, o ministro determinou que a Meta apresente um relatório com todas as mensagens publicadas no canal, incluindo aquelas excluídas posteriormente, dentro de um prazo de 48 horas.



