O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou nesta terça-feira (9) a decisão sobre a suspensão da divulgação de uma pesquisa de intenção de voto para presidente da República realizada pela AtlasIntel, gerando polêmica e discussões acaloradas.
A ministra Estela Aranha solicitou vista do processo, interrompendo a análise do caso que atualmente está com placar de 1 a 0 pela suspensão da pesquisa. A data para a retomada do julgamento ainda não foi definida.
Suspensão da divulgação e controvérsias
No dia anterior, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da pesquisa, alegando que esta teria influenciado as respostas dos entrevistados. A divulgação do levantamento indicou uma queda de cinco pontos na intenção de voto para o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, após a polêmica conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O Partido Liberal (PL) solicitou a suspensão alegando questionamentos sobre a imparcialidade da pesquisa e a forma como as perguntas foram conduzidas, incluindo a apresentação de um áudio onde Flávio Bolsonaro pede financiamento para um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Decisões no plenário e argumentos das partes
Durante a sessão no plenário do TSE, Kassio reforçou sua posição, apontando possíveis influências nas respostas dos entrevistados. A defesa da AtlasIntel argumentou que não houve violação nas regras das pesquisas eleitorais, enquanto o PL afirmou que a pesquisa prejudicou Flávio Bolsonaro.
A questão do uso de áudio e vídeo durante a formulação das perguntas foi levantada pelo ministro Dias Toffoli, questionando os limites éticos e a possibilidade de manipulação. Ele destacou a importância da decisão do TSE para estabelecer parâmetros claros na divulgação de pesquisas eleitorais.



