A falta de acordo entre o Irã e os Estados Unidos tem gerado tensões crescentes e impactos significativos na economia mundial. Hoje, a mídia estatal iraniana divulgou que o país entregou uma nova proposta aos negociadores do Paquistão para encerrar o conflito com os EUA, porém, sem detalhes específicos sobre o conteúdo do documento.

O impasse nas negociações gira em torno de questões-chave, como a abertura e o controle do Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano. Enquanto os EUA acusam o Irã de buscar armas nucleares, o país persa defende que enriquece urânio com propósitos pacíficos e energéticos.

Nesta quinta-feira, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, reiterou que o programa nuclear e os mísseis são considerados um ‘patrimônio nacional’ e serão protegidos a qualquer custo.

Enquanto as negociações se arrastam, o Irã tem intensificado suas ações para pressionar os EUA. O fechamento do Estreito de Ormuz tem impactado os preços globais dos combustíveis, resultando em inflação em escala mundial. Na Califórnia, o preço do galão de combustível atingiu U$ 6, o valor mais alto em dois anos.

Além disso, o ministro de Relações Exteriores do Irã, Seyed Aragchi, acusou os Estados Unidos de mentirem sobre o custo da guerra, alegando que o conflito já consumiu U$ 100 bilhões e os custos indiretos para os contribuintes norte-americanos chegam a U$ 500 por mês, com tendência de aumento.

Essa situação ocorre em meio à queda de popularidade do presidente Donald Trump nos EUA e à proximidade das eleições de meio de mandato, que podem influenciar o controle do Congresso pelo Partido Republicano.

Com o aumento das tensões entre Irã e EUA, a economia global enfrenta incertezas e desafios significativos, refletindo-se em diversos setores e mercados ao redor do mundo.

Fonte: Agência Reuters

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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