Um avanço tecnológico de grande importância para a preservação do patrimônio histórico chega ao Brasil com a missão de proteger o Museu do Ipiranga. A mesma tecnologia utilizada para monitorar e conservar o Coliseu de Roma, na Itália, será empregada no museu brasileiro, permitindo antecipar possíveis riscos e problemas na estrutura.

Com 131 anos de história, o Museu do Ipiranga surpreende por sua aparência jovial, mas, assim como qualquer construção antiga, requer cuidados especiais para prevenir danos ocultos. Pesquisadores da Universidade de Ferrara, na Itália, passaram semanas realizando escaneamentos a laser em 3D tanto dentro quanto fora do museu, em busca de falhas e imperfeições imperceptíveis à vista.

A tecnologia cria um modelo digital 3D da construção, com scanners a laser calculando precisamente cada detalhe do prédio, formando uma ‘nuvem de pontos’ que registra desníveis, fissuras e deformações. Esses dados permitem a criação de um ‘gêmeo digital’ do museu, possibilitando a prevenção de complicações futuras e a intervenção precoce para evitar problemas mais graves. Veja também: Como utilizar influenciadores para promover meu negócio.

A professora Beatriz Kuhl, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, destaca a importância da manutenção constante proporcionada por essa tecnologia, que permite desde intervenções simples até a prevenção de problemas estruturais complexos. O Museu do Ipiranga, após passar por um período difícil e uma revitalização em 2022, se prepara para criar um programa de conservação baseado nos dados coletados, visando garantir sua longevidade e preservação.

A colaboração entre a USP e pesquisadores italianos promete trazer benefícios significativos para a preservação do Museu do Ipiranga, assegurando que esse importante patrimônio histórico continue envelhecendo com dignidade e segurança.

Fonte: https://g1.globo.com

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