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STJ mantém prisão de falso médico descoberto após citar órgão inexistente de paciente em SP

G1

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão do empresário Wellington Augusto Mazini Silva, que foi preso por exercício ilegal da medicina em Cananéia, litoral de São Paulo. Mazini se passava por um médico e utilizava o CRM de Enrico Di Vaio, seu sócio em uma clínica na capital paulista, para realizar atendimentos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

A fraude foi descoberta após Mazini relatar ter examinado a vesícula de uma paciente que na verdade não possuía o órgão, o que gerou processos por danos morais movidos pelas pacientes atendidas. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e o STJ já negaram pedidos de soltura do falso médico.

Atendimentos fraudulentos e ações judiciais

Cinco mulheres atendidas por Mazini entraram com ações judiciais pedindo indenizações de R$ 250 mil, alegando danos morais após submeterem-se a exames de ultrassom transvaginal com o suposto médico. Os advogados destacaram que as vítimas foram expostas de maneira indevida e vulnerável.

Além disso, Mazini já havia sido denunciado quatro meses antes, em Santo Amaro, por crimes similares, incluindo associação criminosa, estelionato e exercício ilegal da medicina. A acusação apontou que o falso médico realizou atendimentos na região, colocando em risco a saúde dos pacientes.

Denúncia e desdobramentos

O Ministério Público denunciou Mazini pelos crimes de estelionato, exercício ilegal da medicina, falsidade material e perigo para a vida, com penas que podem chegar a 13 anos de prisão. A defesa do acusado contesta as acusações, destacando que o processo está em fase inicial e aguarda análise do Judiciário.

Fonte: https://g1.globo.com

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