O Superior Tribunal Militar (STM) decidiu manter a condenação de dois civis envolvidos no desvio de 22 armas do Arsenal de Guerra do Exército de São Paulo (AGSP), em Barueri (SP). Altoniel Salvador Almeida e Cláudio Aldo Ferreira foram condenados a 18 anos de prisão cada um por comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito.
O crime ocorreu em setembro de 2023 e foi realizado por militares que aproveitaram a ausência de expediente no feriado da Independência para arrombar o depósito e retirar as armas – 21 metralhadoras calibres .50 e 7,62, além de um fuzil – em uma caminhonete oficial da administração militar.
O STM acatou os argumentos do Ministério Público Militar, que apontou a participação ativa de Cláudio Aldo Ferreira na conferência e embalagem das armas para envio a facções criminosas. Altoniel Salvador Almeida atuou como intermediário na venda de quatro metralhadoras calibre .50 pertencentes ao Exército.
Condenações e Esquema do Furto
Em outra ação penal, o STM condenou quatro militares e cinco civis pelo furto e comercialização de armamentos do Arsenal de Guerra de São Paulo. Dois ex-cabos do Exército foram sentenciados a 17 anos e 4 meses de prisão, enquanto o tenente-coronel que dirigia o AGSP recebeu seis meses de suspensão do posto.
Os civis envolvidos no esquema receberam penas que variam de 14 anos e 4 meses a 18 anos de reclusão. O crime ocorreu durante o feriado da Independência, com os cabos arrombando o depósito e repassando as armas a organizações criminosas.
Armas Desviadas
O número total de armas furtadas foi de 22, incluindo metralhadoras .50 M2 HB Browning, metralhadoras 7,62 M971 MAG e um fuzil 7,62 M964. Duas metralhadoras .50 HB Browning continuam desaparecidas até o momento.
Fonte: https://g1.globo.com
