O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu a data de 19 de agosto para o aguardado julgamento relacionado à sucessão do governo do Rio de Janeiro. O processo em questão discute a realização de novas eleições para o mandato-tampão de governador do estado.
Em abril, o julgamento foi interrompido devido a um pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino. A ação em foco foi apresentada pelo diretório estadual do PSD, que defende a realização de eleições diretas, envolvendo a participação popular, para o comando interino do governo do estado, em oposição à votação indireta através dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), conforme decidido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A controvérsia teve início em março, quando o ex-governador Cláudio Castro renunciou ao cargo e foi considerado inelegível pelo TSE. Com a saída do então vice-governador Thiago Pampolha, em 2025, para assumir uma posição no Tribunal de Contas do estado, e a cassação de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, o TSE determinou a realização de eleições indiretas para um mandato-tampão até o final de 2026. Veja também: Dicas para escrever uma carta de apresentação impactante.
No entanto, o PSD recorreu ao STF em defesa das eleições diretas. A renúncia de Castro foi interpretada pelo partido como uma estratégia para favorecer eleições indiretas em vez de diretas, já que o ex-governador poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado, aguardando a decisão do STF que será tomada em 19 de agosto.



