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Senador Jaques Wagner é acusado de receber vantagens em nova fase da Operação Compliance Zero

© Lula Marques/ Agência Brasil

A nona fase da Operação Compliance Zero foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, com base em uma investigação da Polícia Federal. Segundo a apuração policial, o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

Em entrevista à Band News, Wagner negou irregularidades e afirmou estar tranquilo em relação à investigação, ressaltando que não é réu, culpado ou nada até o momento. Ele destaca que a investigação se baseia em evidências encontradas em celulares apreendidos e delações desconhecidas por ele.

Possíveis relações ilícitas e vantagens econômicas

De acordo com a PF, a possível relação entre Wagner e Lima seria antiga e marcada por um elevado grau de confiança pessoal. A investigação aponta que o senador teria escolhido um apartamento em um bairro nobre de Salvador, com o auxílio de Lima e outros envolvidos vinculados ao Banco Master.

Além do apartamento, a PF menciona repasses financeiros à BN Financeira, empresa ligada a parentes de Wagner, e o uso de aeronaves e ingressos para shows no exterior, como possíveis vantagens recebidas pelo senador.

Envolvimento em temas regulatórios

A investigação também destaca a atuação de Wagner em temas regulatórios de interesse do grupo Master, citando a apresentação de uma emenda parlamentar durante o trâmite de uma Medida Provisória que resultou em uma lei favorável ao setor.

Diante das acusações, o senador nega qualquer vínculo direto com o Banco Master e ressalta que suas ações visavam ajudar a filha na aquisição de um imóvel. A investigação segue em andamento, com novos detalhes sendo revelados pela PF.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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