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Senacon exige que Amazon e Mercado Livre removam anúncios de celulares irregulares em defesa dos consumidores

Foto: Divulgação.

A Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon) determinou na última sexta-feira (13/12) que as plataformas Amazon e Mercado Livre removam anúncios de celulares sem homologação pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e sem nota fiscal. A medida foi tomada após uma denúncia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e visa coibir práticas que prejudicam os consumidores e o mercado.

As empresas terão 15 dias para apresentar um relatório detalhado sobre o cumprimento das exigências. Caso contrário, poderão ser submetidas a processos administrativos e multas.

Medidas impostas pela Senacon

Entre as ações determinadas pela secretaria, destacam-se:

Irregularidades prejudicam consumidores

A Senacon identificou diversas irregularidades que violam o Código de Defesa do Consumidor (CDC), como:

“Não podemos permitir que o comércio eletrônico se torne um terreno fértil para práticas ilegais que prejudicam o consumidor e a economia”, afirmou o secretário nacional do consumidor, Wadih Damous.

Impactos do comércio irregular

Além de colocar os consumidores em risco, a venda de celulares irregulares prejudica os fabricantes que atuam dentro da lei e impacta negativamente a arrecadação tributária e a competitividade do setor.

As plataformas digitais, enquanto intermediárias, têm responsabilidade em assegurar que os produtos anunciados estejam em conformidade com a legislação. O CDC garante aos consumidores o direito à segurança, à informação clara e à garantia de qualidade nos produtos adquiridos.

Esforço conjunto em defesa do consumidor

A ação faz parte de uma estratégia integrada entre a Senacon, a Anatel, a Receita Federal e outros órgãos de fiscalização para proteger a economia nacional, garantir a concorrência leal e resguardar os direitos dos consumidores brasileiros.

“Estamos diante de um cenário em que a falta de controle sobre a venda de produtos irregulares coloca em risco a segurança do consumidor e alimenta uma concorrência desleal. É nosso dever agir com rigor para proteger tanto o mercado quanto os cidadãos”, reiterou Damous.

Essa iniciativa reforça a importância de uma fiscalização rigorosa no comércio eletrônico, garantindo que os consumidores possam comprar com segurança e confiança.

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