A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou nesta quinta-feira (1º) quatro novos casos de sarampo, elevando o total para 40 ocorrências ao longo de 2026.
Os três pacientes diagnosticados são residentes da capital paulista, sendo dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano, de acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP).
Cadeias de transmissão identificadas
Os novos registros de sarampo estão relacionados a cadeias de transmissão identificadas e monitoradas desde junho, que mostram o percurso do vírus de uma pessoa doente para uma pessoa saudável.
A capital paulista concentra a maioria dos casos, com 36 infecções registradas, seguida de São Bernardo do Campo com dois casos, e um caso cada em Guarulhos e Santo André.
Prevenção e preocupações
A baixa adesão à prevenção preocupa as autoridades de saúde, visto que 30 dos 40 casos identificados envolveram pessoas sem histórico vacinal ou com esquema de vacinação incompleto.
A vacina tríplice viral, disponibilizada gratuitamente pelo SUS, é a forma mais segura de prevenção contra o sarampo, protegendo também contra caxumba e rubéola.
As doses da vacina devem ser administradas conforme o seguinte cronograma: crianças de 12 meses recebem a primeira dose, aos 15 meses a segunda dose, e para pessoas de 15 a 29 anos são recomendadas duas doses com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Trabalhadores da saúde devem ter duas doses da vacina, independente da idade, enquanto aqueles com idade entre 30 e 59 anos precisam ter ao menos uma dose registrada na caderneta.
Além disso, a dose zero é aplicada em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, podendo ser indicada para crianças que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados de sarampo.
É fundamental seguir o calendário de vacinação para garantir a proteção adequada contra o sarampo, uma doença altamente contagiosa e perigosa.



