A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) protocolou neste domingo (5) um requerimento cobrando ações imediatas do Ministério da Previdência Social para notificar individualmente os mais de 4 milhões de beneficiários do INSS vítimas de fraudes entre 2019 e 2024. O esquema desviou R$ 6,3 bilhões por meio de descontos sindicais indevidos, e atingiu, principalmente, aposentados e pensionistas de todo o Brasil. Segundo a parlamentar, é dever do governo Lula (PT) — e não dos cidadãos lesados — garantir o contato direto com cada segurado prejudicado, seja por telefone, e-mail, carta registrada ou busca ativa. Para Rosana, muitos dos atingidos são idosos com dificuldades de locomoção, sem acesso à internet ou familiaridade com ferramentas digitais, o que inviabiliza o atual modelo de comunicação adotado pelo governo, restrito a um canal on-line. “O coitado do aposentado e do pensionista é quem devem correr atrás do prejuízo? Isso está errado! A obrigação é do INSS, do governo Lula. É preciso que seja adotada uma estratégia de comunicação individualizada. Muitos desses cidadãos enfrentam barreiras tecnológicas e têm dificuldade de compreender o significado das informações lançadas nos extratos”, afirmou. No requerimento, a congressista também sugere a criação de um site específico para divulgar todas as medidas adotadas pelo INSS diante do escândalo, com dados transparentes sobre a quantidade de casos solucionados, valores restituídos e canais de atendimento. Rosana, que cumpre seu segundo mandato como deputada federal e é presidente da Executiva Estadual do PL Mulher em São Paulo, classificou o episódio como “mais um esquema corrupto num governo petista” e disse que é inadmissível que milhares de idosos tenham sido cobrados indevidamente sem sequer saberem que os valores estavam sendo descontados. Na semana passada, uma operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) foi deflagrada em 13 estados e no Distrito Federal, revelando que diversas entidades vinham cobrando mensalidades de beneficiários do INSS sem qualquer autorização formal. O escândalo culminou na saída do então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), na sexta-feira (2). Para seu lugar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o ex-secretário-executivo Wolney Queiroz. Também houve troca na presidência do INSS, com a entrada de Gilberto Waller Júnior. Rosana Valle vê na mudança de comando uma oportunidade crucial para que o governo federal fortaleça a atuação institucional do INSS, com mais transparência, agilidade na resolução dos casos e respeito aos direitos dos segurados. “O INSS é obrigado a avisar se houve desconto indevido, quais foram os valores e tirar dúvidas – inclusive sobre a restituição – de milhões de idosos e pensionistas indignados. O mínimo que se espera agora é justiça e respeito com quem contribuiu a vida inteira para o sistema”, concluiu.
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