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Região de Campinas enfrenta desafios com novas regras para circulação de ciclomotores

G1

Entre janeiro e maio deste ano, a região de Campinas (SP) registrou um total de 252 infrações de trânsito envolvendo ciclomotores. Os dados foram divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) após a implementação de novas regras para a circulação desses veículos.

Na área da Superintendência de Campinas, que abrange 25 cidades, existem 3.373 ciclomotores registrados, sendo que 227 veículos foram recolhidos ao pátio durante o período analisado. As principais infrações cometidas pelos condutores incluem dirigir o veículo sem registro, conduzir sem possuir CNH, PPD ou ACC, e circular sem licenciamento.

Confusão nas regras

Segundo o advogado especialista em trânsito André Gomes Bertucci, a nova legislação ainda gera dúvidas entre os condutores, que muitas vezes confundem os tipos de veículos. Ele destaca a importância de esclarecer a população sobre as diferenças entre ciclomotores, motos e veículos autopropelidos, a fim de evitar infrações e punições.

O especialista defende restrições mais claras e punições específicas, incluindo proibições de acordo com a idade dos condutores, visando garantir a segurança no trânsito.

Custo da regularização

Para os proprietários de ciclomotores que buscam regularizar a situação, o processo pode ser burocrático e dispendioso. Um exemplo é o agente funerário Rogério de Lima, que teve que regularizar seu veículo e enfrentou gastos consideráveis com remarcação de chassi e documentação.

De acordo com a legislação vigente, as bicicletas elétricas e os veículos autopropelidos não exigem placa ou CNH, mas têm limitações de velocidade. Por outro lado, os ciclomotores podem atingir velocidades mais altas e requerem registro, emplacamento, uso de capacete e habilitação específica.

É importante ressaltar que novas regras para os ciclomotores entrarão em vigor somente em 2026, trazendo desafios e adaptações para condutores e proprietários desses veículos na região de Campinas.

Fonte: https://g1.globo.com

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