O segundo dia do 7º Simpósio da Rádio Nacional, realizado na quinta-feira, 21, reuniu pesquisadores, gestores de acervo, especialistas em rádio digital e representantes de emissoras públicas e privadas em um debate crucial. O foco estava em como preservar a memória radiofônica brasileira e, ao mesmo tempo, direcionar o rádio para o futuro digital. Celebrando os 90 anos da Rádio Nacional, o evento evidenciou a vitalidade do rádio, adaptando-se às plataformas digitais, inteligência artificial, podcasts, transmissão multiplataforma e novos hábitos de consumo de áudio. Nas mesas de discussão, os participantes ressaltaram que preservar acervos históricos é essencial para garantir o futuro, a identidade cultural e o acesso democrático à informação.
Importância da Preservação de Acervos Históricos
Na primeira mesa, intitulada ‘Importância histórica dos acervos das emissoras públicas e privadas: como preservar e ativar?’, o presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ), Cesar Miranda Ribeiro, enfatizou a relevância do acervo da Rádio Nacional para a história. Ele destacou a estreita relação da emissora com a formação do museu e ressaltou a importância da preservação cultural para o futuro. O MIS possui mais de 53 mil itens doados, enriquecendo a memória preservada pela Rádio Nacional. Uma pesquisa da jornalista Akemi Nitahara reforça essa ligação histórica, apontando que parte significativa da memória da emissora está sob guarda do museu.
Desafios da Digitalização do Acervo
A gerente de acervo da EBC, Maria Carnevale, discutiu os desafios da digitalização do acervo da Empresa Brasil de Comunicação. Ela ressaltou a importância de alinhar tecnologia e preservação, destacando a necessidade de critérios rigorosos para seleção e catalogação. Maria detalhou os processos de digitalização, transcrição e organização de dados, incluindo o uso de inteligência artificial. Com números impressionantes, o acervo da EBC conta com fitas de rolo, acetatos, CDs e roteiros de radionovelas. Maria enfatizou a importância dos metadados e sistemas de armazenamento para localizar e reutilizar conteúdos históricos, conectando passado e futuro. Veja também: Aprenda como preparar pesto de manjericão de forma prática.
Na mesa dedicada às novas formas para emissoras de rádio no universo digital, a coordenadora artística da Rádio Globo, Thays Gripp, destacou a transformação da emissora e a estratégia de aproximação com novos públicos. A emissora passou por uma reformulação profunda, atuando de forma integrada com plataformas digitais, TV, redes sociais, podcasts e transmissões online. Thays ressaltou a importância de dialogar com o público jovem e popular, ampliando sua presença em diversas mídias.



