O policial penal Felipe Arthur Bugni foi preso em flagrante na noite do último domingo (27) sob suspeita de ter assassinado a tiros sua esposa, Aline Alves Bugni, na cidade de Cajamar, na região metropolitana de São Paulo.

A vítima, de 31 anos, foi encontrada baleada dentro de uma residência na Rua João de Moraes Tavares e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito no local. O marido, de 40 anos, foi detido e encaminhado para a Delegacia de Cajamar, onde o caso estava em andamento durante a noite de domingo.

Relatos de vizinhos indicam que Aline e Felipe passaram o dia discutindo e que, durante a briga, o policial penal teria efetuado os disparos que resultaram na morte da esposa. O casal, que estava junto há uma década, deixou uma filha de apenas 6 anos.

Histórico de violência doméstica

Familiares afirmam que Aline já havia mencionado sofrer agressões do marido anteriormente. Ela teria também manifestado a intenção de se separar, porém revelava sentir medo. O pai da vítima foi quem acionou a Polícia Militar após os disparos, que também resultaram em agressões ao sogro de Felipe.

Felipe Bugni chegou a alegar suicídio na Delegacia de Cajamar, porém a Polícia Civil irá investigar as circunstâncias do crime, ouvindo familiares e testemunhas. O caso deve ser tratado como feminicídio, em meio a um contexto de aumento nos casos de violência contra a mulher no estado de São Paulo.

Aumento alarmante de feminicídios em São Paulo

Dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo apontam um crescimento nos casos de feminicídio e mortes decorrentes de intervenção policial nos primeiros meses de 2026. No estado, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 25 horas, totalizando 86 casos no trimestre, representando um aumento de 41% em relação ao ano anterior e de 72% em comparação com 2022.

Fonte: https://g1.globo.com

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