A Petrobras alcançou um marco histórico ao atingir o valor de mercado de R$ 700,08 bilhões no encerramento do pregão na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, na última sexta-feira (2). Esse recorde foi impulsionado pela descoberta de petróleo em águas ultraprofundas, na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, conforme anunciado pela própria empresa.
Durante o pregão, a Petrobras adicionou R$ 20,9 bilhões ao seu valor de mercado somente na sexta-feira, com as ações preferenciais registrando um avanço de 2,81% e as ordinárias uma alta de 3,25%. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou em coletiva de imprensa que a nova descoberta de petróleo no poço Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, eleva as expectativas para a abertura de uma nova fronteira exploratória no país.
Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que o volume potencial total recuperável da Bacia da Foz do Amazonas pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente, considerando barris de petróleo e metros cúbicos de gás natural.
Recordes anteriores e impactos ambientais
Ao longo de 2026, a Petrobras já havia atingido recordes anteriores de valor de mercado em três ocasiões. No entanto, as conquistas recentes não estão isentas de polêmicas. O Ministério Público Federal (MPF) solicitou na Justiça a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas, destacando questões ambientais e a falta de consulta prévia a povos indígenas e comunidades locais.
Essa solicitação do MPF, protocolada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), visa paralisar atividades de perfuração ou teste no bloco marítimo FZA-M-59, após incidentes como vazamento de fluido químico no mar. A controvérsia destaca a importância de equilibrar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e o respeito às comunidades afetadas.



