Um estudo divulgado nesta segunda-feira (14) apresenta resultados alarmantes sobre a saúde mental dos jornalistas no Brasil. O cenário preocupante evidencia que as condições de trabalho, somadas ao assédio e à falta de apoio social, expõem os profissionais da imprensa a sérios problemas psicológicos.

Realizado pela Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho (Fundacentro) com o respaldo da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o estudo ‘Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil’ destaca a urgência de ações por parte de empregadores, entidades representativas e formuladores de políticas públicas para garantir um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para esses profissionais.

Impacto na Saúde Mental

De acordo com a pesquisa, quase metade dos jornalistas brasileiros analisados relataram sintomas de insônia, um percentual superior à média nacional. Além disso, cerca de um terço apresentou sinais de ansiedade e metade enfrenta quadros de depressão, com alguns casos de extrema gravidade.

O consumo de álcool em padrões de risco também foi destacado, assim como a exposição a riscos psicossociais decorrentes do dinamismo e do estresse inerentes à profissão jornalística. Veja também: Como Criar um Currículo Criativo e Eficaz para o Mercado de Trabalho.

Assédio no Ambiente de Trabalho

O estudo revelou que mais de um quarto dos jornalistas já foram vítimas de assédio moral, podendo chegar a 37% em diferentes contextos. O cyberbullying também foi mencionado, atingindo 30% dos profissionais pesquisados.

A falta de apoio social foi apontada por 61% dos entrevistados, juntamente com o baixo controle sobre as atividades e a pressão no trabalho como fatores agravantes para a saúde mental. Esses aspectos negativos não só impactam os jornalistas, mas também a qualidade da informação produzida e, consequentemente, o direito da sociedade à informação.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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