A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tem como objetivo acabar com a escala de trabalho 6×1 está no centro de debates acalorados no Senado, adentrando o segundo dia de discussões. A previsão inicial era de que a votação ocorresse na próxima semana, porém, a incerteza paira sobre a efetiva realização da votação em dois turnos, mesmo com o compromisso do presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

A oposição se articula para tentar barrar a aprovação da PEC, com estratégias que incluem a ausência em plenário para derrubar o quórum, ganhando força após a constatação de que a maioria dos senadores eleitos são contrários ao fim da escala 6×1, tema central nas discussões da campanha eleitoral.

Durante a campanha, os dois principais candidatos abordaram o assunto. Flávio Bolsonaro, do PL, reafirmou sua oposição à proposta em vigor e apresentou uma alternativa que consiste na remuneração por horas trabalhadas, concedendo ao trabalhador a liberdade de escolher sua carga horária de acordo com suas necessidades e possibilidades.

Por outro lado, o candidato Lula, do PT, demonstrou confiança na votação efetiva da PEC, enfatizando que as verdadeiras intenções dos parlamentares serão reveladas no momento da votação. Ele destacou a importância de colocar o tema em pauta e avaliar a postura dos partidos em relação ao fim da escala 6×1.

Como parte de uma estratégia articulada, o PL realizou reuniões com Flávio Bolsonaro, governadores, senadores e deputados eleitos, buscando apoio para sua posição. Enquanto isso, Lula, do PT, não teve agenda pública de campanha divulgada para o dia de hoje.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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