Um palmeirense procurado pela Justiça por sua suposta participação em uma emboscada que resultou na morte do cruzeirense José Victor Miranda e deixou outros 15 torcedores feridos em Mairiporã, na Grande São Paulo, foi preso no último domingo (31) pela Polícia Militar na Zona Oeste da capital paulista.
O torcedor foi localizado no Jardim Jaqueline durante a Operação Impacto Adaga 15 e, mesmo tentando fornecer informações falsas, acabou sendo identificado através do sistema de reconhecimento facial do programa Muralha Paulista.
Após verificação dos bancos de dados policiais, foi constatado que havia um mandado de prisão em aberto por homicídio relacionado ao caso de 2024. O nome do detido não foi divulgado. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o homem foi encaminhado ao 89º Distrito Policial (Morumbi), passou por exame de corpo de delito e permanece sob custódia à disposição da Justiça.
Emboscada e Desdobramentos
O crime aconteceu em outubro de 2024, quando torcedores do Palmeiras atacaram ônibus que transportavam cruzeirenses pela Rodovia Fernão Dias, resultando em diversos feridos e na morte de José Victor Miranda, adepto do Cruzeiro. Veja também: Decoração de Lavabo Pequeno com Estilo: Dicas Práticas.
Em março deste ano, a Mancha Alviverde concordou em pagar uma indenização de pelo menos R$ 2 milhões aos cruzeirenses vítimas da emboscada, com a família de José Victor recebendo pelo menos R$ 1 milhão. Os demais 15 cruzeirenses feridos também serão compensados com a outra metade do valor.
Dos 42 palmeirenses identificados como responsáveis pela emboscada, 24 foram presos pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Vinte deles serão levados a júri popular, enquanto os outros 22 aguardam audiências para determinar se serão julgados da mesma forma.
Justiça e Repercussão
A mãe de José Victor, Jaqueline Alves, declarou em 2025: ‘Não queremos vingança, apenas justiça. Isso é o mínimo por tudo o que ele significava pra nós’. A data do julgamento dos acusados ainda está pendente, mas a Justiça segue investigando o caso.
Fonte: https://g1.globo.com



