A Copa do Mundo, um dos maiores eventos esportivos do planeta, não se resume apenas ao espetáculo em campo. De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), a paixão pelo futebol também se torna uma poderosa ferramenta de manipulação para as empresas de apostas online, as chamadas bets.

O Idec alerta que eventos esportivos de grande apelo emocional, como a Copa do Mundo, ampliam significativamente a exposição da população à publicidade de apostas, atingindo desde apostadores habituais até pessoas em situação de vulnerabilidade.

Impacto da Copa nas apostas esportivas

Uma pesquisa realizada pela Softswiss apontou que a Copa do Mundo deste ano pode aumentar em pelo menos 50% o volume global de apostas esportivas em comparação com a edição anterior. Isso significa um potencial de movimentação de cerca de US$ 52 bilhões, impulsionado pelo formato ampliado do torneio e melhorias na experiência de apostas móveis.

Participação brasileira nas apostas

Estima-se que os apostadores brasileiros possam corresponder a aproximadamente 10% do volume global de apostas. Com a seleção em destaque na competição, essa participação tende a crescer nas fases decisivas.

Preocupações e alertas do Idec

O Idec expressa preocupações com os impactos negativos da expansão das apostas esportivas no Brasil, especialmente em relação à saúde pública e social. O instituto defende que as leis que permitiram os jogos e apostas online devem ser revistas e aponta para a insuficiência das atuais regras de publicidade de apostas esportivas.

Além disso, o Idec alerta para a banalização dos riscos econômicos e psicológicos envolvidos na prática das apostas, destacando a influência de campanhas publicitárias que apresentam o jogo como simples entretenimento lucrativo, mas que podem causar sérios danos.

O professor Ahmed El Khatib, da Unifesp, concorda que eventos esportivos como a Copa do Mundo são utilizados para incentivar as pessoas a apostarem, aproveitando a ligação emocional com o futebol para ampliar o volume de dinheiro movimentado pelas casas de apostas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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