Em menos de dois meses desde o início das operações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, as ações de segurança resultaram em um impacto financeiro significativo para as organizações criminosas. Através de apreensões e bloqueio de bens e ativos financeiros, o prejuízo já chega a impressionantes R$ 3 bilhões.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) realizou operações que resultaram na apreensão de 134,8 toneladas de drogas, 2.159 armas de fogo, 31.418 munições, além de outros bens como imóveis e veículos, totalizando R$ 723,1 milhões. Também foi realizado o bloqueio de R$ 324,9 milhões em ativos financeiros, além da destruição de 93.667 pés de maconha.
Impacto nas estruturas criminosas
Chico Lucas, secretário nacional de Segurança Pública, destaca a abordagem do programa em desmantelar não apenas os executores dos crimes, mas também as estruturas financeiras, logísticas e patrimoniais que sustentam as organizações criminosas. Ao todo, quase 19 mil pessoas foram presas e mais de 17 mil agentes de segurança pública foram mobilizados em todo o país.
Cada ação realizada representa um golpe na capacidade operacional do crime e, consequentemente, significa mais segurança para a população. Além disso, os impactos das operações já refletem na redução significativa dos principais crimes violentos e patrimoniais, com quedas expressivas em homicídios, latrocínios, roubos de carga e veículos, entre outros.
Eficiência financeira e investimentos
O governo destaca a eficiência financeira do programa, recuperando R$ 50 para cada R$ 1 investido. As operações, que contam com a integração de forças de segurança federais, estaduais e municipais, têm a previsão de investimento de R$ 11 bilhões, sendo parte desse montante proveniente do Orçamento da União e outra parte via empréstimo do BNDES para os estados.



