Nesta sexta-feira (15), o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi surpreendido com um mandado de busca e apreensão expedido pela Polícia Federal. A ação faz parte da Operação Sem Refino, que tem como foco investigar suspeitas de irregularidades relacionadas a um grupo econômico do setor de combustíveis. Além de Castro, o empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit (Refinaria de Manguinhos), também foi alvo da operação, com um mandado de prisão preventiva.

A investigação visa a apurar a atuação de um conglomerado suspeito de utilizar estratégias societárias e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

No total, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, além de sete medidas de afastamento de função pública, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Todas as ações foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Justiça determinou também a inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Interpol, bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas sob investigação. A operação contou com o suporte técnico da Receita Federal.

Investigações e desdobramentos

Segundo a PF, as investigações abordam possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências ligadas à operação de uma refinaria ligada ao grupo investigado. A apuração se enquadra nas investigações da ADPF 635, que trata da atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no Rio de Janeiro.

O desenrolar dos acontecimentos promete revelar detalhes impactantes sobre as possíveis irregularidades no setor de combustíveis, mantendo a atenção da sociedade e das autoridades.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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