Uma megaoperação liderada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA/SP) está em curso para desmantelar um esquema de fraude fiscal no valor de R$ 3,8 bilhões em ICMS. A Operação Distrato cumpre mandados de busca e apreensão em escritórios de advocacia, consultorias e grandes grupos econômicos suspeitos de vender créditos tributários falsos para sonegar impostos estaduais.

O ICMS, Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação, é a principal fonte de receita dos governos estaduais. A ação abrange não apenas a região de Jundiaí (SP), mas também outras cinco cidades paulistas e paranaenses.

Os investigadores buscam coletar evidências, como computadores, celulares e documentos, para fortalecer os casos de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Até o momento, não há mandados de prisão.

Estrutura fraudulenta

A organização criminosa contava com uma estrutura jurídica e corporativa sofisticada para ludibriar o Fisco e atrair clientes empresariais. Escritórios e intermediadoras elaboravam contratos fraudulentos e emitiam pareceres jurídicos falsos para dar aparência de legalidade às transações, justificando créditos bilionários. Veja também: Melhores estratégias para quitar dívidas rapidamente e conquistar liberdade financeira.

Segundo os investigadores, um dos núcleos centrais da fraude está vinculado ao grupo econômico do advogado Nelson Wilians, cujo escritório é um dos principais alvos da operação. Além disso, mandados são cumpridos contra diretores e sedes dos grupos empresariais Alpha e Dmc.

Os 38 mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 1ª Vara de Crimes Tributários, contra Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo, e abrangem municípios como São Paulo, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto, Londrina e Cambé.

Fonte: https://g1.globo.com

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