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Operação Caronte desvenda esquema de lavagem de dinheiro do tráfico ligado ao PCC e foca em ‘Diabo Loiro’

G1

Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo está em andamento nesta sexta-feira (8) com o objetivo de desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas, liderado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). O foco principal da ação é o influenciador digital conhecido como ‘Diabo Loiro’, cujo nome verdadeiro é Eduardo Magrini.

Eduardo Magrini, também ex-padrasto do MC Ryan, já havia sido preso anteriormente em uma investigação do Gaeco Campinas, suspeito de envolvimento em um plano do PCC para assassinar um promotor de Justiça. Por meio de empresas de fachada no ramo de transporte e rodeios, o influenciador e seus sócios movimentaram recursos financeiros de origem criminosa.

A investigação revelou fortes indícios de que as relações familiares de Eduardo Magrini estavam envolvidas em atividades de lavagem de dinheiro, o que levou à realização da ‘Operação Caronte’. O filho de Magrini, Mateus Magrini, também é alvo das buscas, tendo sido investigado por movimentar recursos ilícitos através de uma empresa do ramo musical.

Lavagem de dinheiro e ostentação nas redes sociais

Durante as buscas, as autoridades identificaram os vínculos de ‘Diabo Loiro’ com as empresas utilizadas no esquema e sua ostentação de um patrimônio milionário nas redes sociais. As investigações apontam que a lavagem de dinheiro por parte de Eduardo Magrini ocorre desde 2016 e se intensificou nos últimos anos.

Ação coordenada e desdobramentos

A ‘Operação Caronte’ cumpre mandados em diversas cidades, incluindo Campinas, Atibaia, Monte Mor e Mogi das Cruzes, com a participação do Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro. Os investigadores apontam que a lavagem de dinheiro se intensificou após análises minuciosas de dados fiscais e bancários, indicando movimentações suspeitas incompatíveis com as rendas declaradas.

Eduardo Magrini, também conhecido como ‘Diabo Loiro’, é considerado uma peça-chave no esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico e teve R$ 10 milhões bloqueados das suas contas, assim como outros bens e veículos. A ‘Operação Caronte’ lança luz sobre as ramificações do crime organizado e a influência nas redes sociais, mostrando como a ostentação pode esconder atividades ilícitas.

Fonte: https://g1.globo.com

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