A Organização Mundial da Saúde (OMS) levantou a hipótese de uma rara transmissão de pessoa para pessoa no caso do surto de hantavírus detectado em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. Segundo a entidade, as vítimas a bordo podem ter sido infectadas antes do embarque, não descartando totalmente a possibilidade de contágio entre humanos.

Situação no navio e evacuação em curso

Dos 147 passageiros e tripulantes do navio, sete apresentaram sintomas e três vieram a óbito, conforme último balanço da OMS. Atualmente, um paciente está em estado crítico na África do Sul, mas com sinais de melhora. Dois pacientes permanecem a bordo da embarcação, que está próxima à costa de Cabo Verde, sendo preparados para evacuação.

Maria Van Kerkhove, chefe de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, afirmou que a situação está sendo monitorada de perto. Por precaução, os passageiros estão confinados em suas cabines enquanto o processo de desinfecção é realizado no navio. A prioridade é a evacuação aérea dos dois pacientes.

Operadora de turismo confirma casos graves

A operadora de turismo Oceanwide Expeditions reconheceu a gravidade da situação a bordo do navio MV Hondius. A empresa informou que o primeiro passageiro faleceu em 11 de abril, sem causa determinada a bordo. Sua esposa, que o acompanhou até Santa Helena, também veio a óbito em 27 de abril. Além disso, um terceiro passageiro britânico foi levado para a África do Sul em estado grave no mesmo dia.

A OMS destaca que a hantavirose não se espalha da mesma forma que o vírus da influenza ou da covid-19, sendo mais restrita. O terceiro caso suspeito do navio apresenta quadro estável, com febre baixa. A situação permanece sob investigação para garantir a segurança da tripulação e passageiros.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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