Com ferimentos e hematomas espalhados pelo corpo, uma mulher detalhou as horas de pânico que viveu na última quarta-feira (23) em Ribeirão Preto, interior de SP. Ela relatou ter sido mantida em cárcere privado e submetida a uma série de agressões pelo ex-namorado, Eduardo Augusto Castilho Rodrigues, de 52 anos.
A vítima, que preferiu não se identificar, descreveu que o homem utilizou diversos objetos como uma chave de cano, um ferro pontudo e uma mangueira para agredi-la, além de puxões de cabelo, devido à recusa em aceitar o fim do relacionamento de oito meses.
Diante da violência das agressões, ela chegou a temer por sua vida: “Naquele dia eu achei que ele iria me matar”, afirmou a mulher.
Prisão e acusações
Rodrigues foi preso preventivamente após a expedição de um mandado pela Justiça, a pedido da Polícia Civil. Ele responde pelos crimes de lesão corporal, ameaça, cárcere privado e dano decorrente do uso de fogo.
Ao deixar a delegacia, o suspeito preferiu não fazer declarações. Até o momento, nenhum advogado ou representante se manifestou em sua defesa. Veja também: A Importância da Revisão Periódica do Carro: Segurança e Economia.
Agressões e cárcere privado
A vítima havia terminado o relacionamento devido ao comportamento abusivo do agressor, que a acusava de traição. Após uma primeira agressão, no sábado anterior, a mulher foi novamente abordada por Rodrigues, que a convenceu a entrar em seu carro para uma suposta conversa.
No entanto, ao invés de levá-la para casa, ele a conduziu a um condomínio desconhecido e, posteriormente, a um apartamento onde a manteve sob intimidação e violência, exigindo informações sobre sua vida pessoal.
Durante o tempo em que esteve no apartamento, a vítima foi agredida fisicamente com objetos como uma chave de cano, uma mangueira e um ferro pontudo, sofrendo também puxões de cabelo e ameaças.
Incêndio criminoso
Após a vítima conseguir escapar e pedir ajuda, descobriu que o agressor havia incendiado o quarto da casa onde morava, causando danos irreparáveis ao imóvel emprestado. Atualmente, a mulher está abrigada na casa de amigos, sem pertences, aguardando justiça e encorajando outras vítimas de violência doméstica a denunciarem.
Fonte: https://g1.globo.com



