Após um ano do início das obras de pavimentação em 6,6 quilômetros da Estrada Municipal do Piripau, na zona leste de Ribeirão Preto (SP), os moradores continuam aguardando ansiosamente pela conclusão do projeto. O valor inicial da obra foi de R$ 11,3 milhões e a previsão inicial de término era abril do ano passado.
O impasse entre o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) e a Prefeitura de Ribeirão Preto tem gerado transtornos para os moradores da região, que reclamam da demora e dos problemas causados pela falta de conclusão da pavimentação. A Estrada Municipal do Piripau é fundamental para conectar a Rodovia Abrão Assed (SP-333) a propriedades rurais e condomínios, sendo essencial para moradores e para o transporte de produtos agrícolas na área.
A aposentada Ângela Leite, residente na região há 40 anos, relata os transtornos causados pela situação: “A estrada nunca esteve tão cheia de buracos, tão ruim. Afeta, porque nós moramos aqui, mas nós temos que ir à farmácia, supermercado, às vezes um lazer na casa dos filhos, então você tem que passar nessa buraqueira, ir e voltar, acaba com o carro, fura pneu, é um transtorno”.
O DER-SP e a Prefeitura se posicionaram sobre o assunto, com o órgão estadual alegando que a conclusão da obra depende das desapropriações realizadas pela Prefeitura, enquanto o município afirma que aguarda o envio de um projeto técnico detalhado para prosseguir com as etapas necessárias.
A expectativa dos moradores e usuários da Estrada Municipal do Piripau é antiga e a paralisação das obras por quase três meses tem gerado insatisfação na região. Apesar da maior parte da pavimentação estar concluída, ainda há problemas de acesso e falta de equipes trabalhando no local, conforme relatado pelos moradores.
Segundo o DER-SP, o trecho asfaltado será liberado em cerca de três semanas, mas a finalização total da obra depende das desapropriações a cargo da Prefeitura. Esta, por sua vez, afirma que aguarda o projeto técnico detalhado para iniciar o processo. Problemas no projeto de drenagem executado pelo DER também foram apontados pela administração municipal como motivo para as desapropriações necessárias.
Fonte: https://g1.globo.com
