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Mercado financeiro revisa previsão de inflação para 4,89% em 2026 e Selic alcança 14,5%

© Joédson Alves/Agência Brasil

O mercado financeiro elevou sua previsão para a inflação em 2026, chegando a 4,89% de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação no Brasil. Essa projeção, divulgada no Boletim Focus do Banco Central, representa um aumento em relação aos 4,86% anteriormente estimados.

A atualização da previsão ocorre em meio a turbulências no cenário internacional, especialmente devido à situação no Oriente Médio, que tem impactado os preços dos combustíveis e contribuído para pressionar a inflação.

A meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o intervalo desejado fica entre 2,5% e 5,5%. Atualmente, o IPCA acumulado em 12 meses está em 4,14%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Guerra no Oriente Médio e impactos na economia brasileira

A escalada dos preços dos combustíveis e dos alimentos, em decorrência da guerra no Oriente Médio, tem pressionado a inflação no Brasil. Esse cenário levou o mercado a elevar a projeção para o IPCA, que já ultrapassou o limite superior da meta estabelecida pelo BC.

Taxa Selic e desafios do Banco Central

Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, conhecida como Selic. Atualmente em 14,5% ao ano, a Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Mesmo em um cenário de queda da inflação, o Copom reduziu a Selic recentemente, porém, as tensões no Oriente Médio complicam o cenário econômico.

A incerteza em relação aos desdobramentos da guerra na região e seus impactos na inflação tornam o cenário desafiador para o BC. O próximo encontro do Copom está marcado para junho e será crucial para definir os rumos da política monetária.

Projeções para a economia e o câmbio

Além da inflação e da taxa Selic, as instituições financeiras também revisaram suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Para 2026, a expectativa é de um crescimento de 1,85%, enquanto em 2027 essa projeção caiu para 1,75%.

No que diz respeito ao câmbio, o dólar deve encerrar o ano cotado a R$ 5,25, segundo as estimativas do mercado. Já para o final de 2027, a projeção é de que a moeda norte-americana alcance R$ 5,30.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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