A comunidade literária está de luto com a partida de Luis Turiba, renomado poeta, jornalista e ativista cultural, ocorrida na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Nascido em 1950, no Recife, Turiba deixou um legado marcante, com uma vasta obra que abrange poesias, crônicas, textos jornalísticos e parcerias musicais.

Seu primeiro livro, “Kiprokó”, publicado em 1977, marcou o início de uma carreira brilhante. Turiba teve passagens por veículos renomados como a revista Manchete, O Globo e Gazeta Mercantil, colecionando prêmios e reconhecimento ao longo de sua jornada.

Legado e Reconhecimento

Em meio às manifestações de pesar, o poeta Nicolas Behr, amigo de longa data, relembrou a importância de Turiba como agitador cultural e homem de ideias inovadoras. Sua contribuição à literatura e à cultura brasileira foi imensurável, deixando marcas indeléveis em projetos como a revista Bric-a-Brac, que se tornou referência nas décadas de 80 e 90.

Resistência e Reconhecimento

O legado de Turiba vai além de suas habilidades literárias, sendo também um símbolo da resistência democrática no cenário jornalístico. A Comissão de Anistia reconheceu sua luta durante a ditadura militar, concedendo-lhe anistia política e um pedido formal de desculpas do Estado brasileiro.

Após anos de dedicação ao Ministério da Cultura, Turiba aposentou-se na década de 2010 para se dedicar integralmente à literatura, vivendo seus últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Homenagem Póstuma

Neste sábado, amigos e admiradores se reúnem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília, para prestar a última homenagem a Luis Turiba. O espaço, palco de tantos encontros e acontecimentos, será o cenário de despedida desse ícone da literatura brasileira.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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