Durante sabatina no Jornal Nacional, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, se posicionou a favor da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em situações de crimes hediondos. Lula destacou a importância de debater o assunto no Congresso Nacional após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
Segundo o presidente, a PEC em discussão não aborda a redução da maioridade penal, mas ele expressou sua concordância com a medida em casos específicos. Lula ressaltou a necessidade de aprovar a PEC para que a União possa atuar na segurança dos estados e enfraquecer o crime organizado em todo o país.
Segurança Pública e Economia em Destaque
Lula enfatizou a importância da PEC da Segurança Pública para estabelecer um Ministério dedicado à área, definir as atribuições das polícias e combater a atuação de criminosos de dentro das prisões. Além disso, o presidente discutiu questões econômicas, defendendo o crescimento do Brasil por meio do investimento na renda dos mais necessitados.
Ao abordar a dívida pública, Lula defendeu a distribuição de renda e criticou a concentração de recursos nas mãos de poucos. Ele ressaltou as conquistas econômicas do país durante seu governo, incluindo a ascensão na classificação global e investimentos em políticas sociais.
O candidato petista também mencionou medidas recentes, como o reajuste no Bolsa Família, o fim da jornada de trabalho 6×1 e o perdão de dívidas para microempreendedores individuais. Além disso, prometeu tarifa zero no transporte público aos fins de semana.
Negociações Internacionais e Perspectivas Econômicas
Questionado sobre as consequências do ‘tarifaço’ dos Estados Unidos, Lula destacou a busca do Brasil por outros mercados para compensar as perdas no comércio com os EUA. Ele ressaltou o crescimento nas relações comerciais com China, Indonésia, Alemanha e a manutenção de superávits recordes na balança comercial.
Apesar de preferir a negociação, o presidente não descartou a possibilidade de adotar medidas de reciprocidade se necessário. Lula afirmou que os Estados Unidos têm mais a perder em uma eventual escalada de tensões comerciais.



