Durante entrevista ao programa Sem Censura da TV Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou veementemente contra a tentativa de setores parlamentares de criar um período de transição para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além do fim da escala 6×1, onde o empregado trabalha seis dias seguidos e descansa apenas um.
Lula enfatizou a necessidade da redução direta da jornada de trabalho, sem redução salarial, e afirmou que está aberto a negociações, já que não possui total poder de aprovação das medidas.
O ex-presidente anunciou uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para discutir a situação e as perspectivas de votação. A comissão especial que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) adiou a apresentação do parecer do relator para a próxima segunda-feira.
Lula desafia opositores e destaca benefícios da redução da jornada de trabalho
Para Lula, é fundamental que o texto seja votado sem demora e aqueles que se opõem devem se posicionar com coragem. Ele ressaltou a importância de não prolongar o processo de redução gradual da jornada, afirmando que é necessário mostrar à população quem realmente se posiciona a favor de seus interesses.
Além disso, o ex-presidente destacou que a medida trará benefícios para a saúde e a educação. Lula também abordou a questão dos preços dos combustíveis, pedindo uma fiscalização rigorosa contra possíveis abusos.
Por fim, Lula fez um apelo para que o Senado vote com celeridade a PEC da Segurança Pública e assegurou que vetará o projeto de lei que permite o envio de mensagens em massa durante as eleições, demonstrando firmeza em suas posições e desafiando aqueles que se opõem às medidas propostas.



