A Justiça de São Paulo decretou uma nova prisão preventiva para Luiz Eduardo Auricchio Bottura, conhecido como o ‘rei dos processos’, acusado de aplicar golpes em 500 pessoas no Brasil. Segundo o Ministério Público, ele utilizava a justiça para fraudar indenizações, coagir advogados e intimidar autoridades.
Em 2024, Bottura teve um mandado de prisão emitido no Brasil, mas fugiu para a Itália, onde foi preso em 2025. Apesar disso, a Justiça italiana negou sua extradição, o que permitiu que ele permanecesse no país europeu. Recentemente, a Justiça de São Paulo expediu um novo mandado de prisão preventiva para Bottura e sua advogada, Natália Bérgamo Pascucci, pelos crimes de associação criminosa, denunciação caluniosa e calúnia.
Histórico de fugas e luxo na Itália
Luiz Eduardo Auricchio Bottura foi encontrado levando uma vida luxuosa na Itália, onde foi preso em 2025 enquanto dirigia um carro de luxo avaliado em R$ 1 milhão. Mesmo com a tentativa de extradição, a Justiça italiana não o enviou de volta ao Brasil, o que levou à emissão de um novo mandado de prisão no país de origem.
Recusa da extradição e novas medidas legais
Após a negativa da extradição pela Justiça italiana, a ordem de prisão emitida pela 21ª Vara Criminal Central de São Paulo visa acionar a Polícia Federal para difundir internacionalmente a busca por Bottura. A advogada do acusado também está incluída na ordem de prisão, com a possibilidade de prisão domiciliar em caso de detenção.
A difusão vermelha da Interpol, utilizada para localizar pessoas procuradas internacionalmente, não garante automaticamente a prisão, mas é um passo importante para a extradição. A Justiça de São Paulo segue com as medidas legais para tentar trazer Bottura de volta ao Brasil e responder pelas acusações contra ele.
Fonte: https://g1.globo.com



