A Justiça Federal do Amapá determinou que a União pague R$ 200 mil por danos morais à viúva e aos seis filhos de Luís Messias Tavares, perseguido político durante a ditadura civil-militar. A sentença, proferida no último dia 24, teve como base o relatório final da Comissão Estadual da Verdade do Amapá.
O documento reconhece que Luís Messias foi vítima de prisão arbitrária e exoneração do cargo de agente de polícia em 1964, atribuindo ao Estado a responsabilidade pelas graves sequelas físicas e psicológicas decorrentes da repressão.
Reparação e Reconhecimento
O juiz federal Felipe Handro, responsável pela sentença, considerou que as informações do relatório da Comissão da Verdade possuem força probatória, evidenciando a perseguição política sofrida por Luís Messias Tavares.
Depoimentos contidos no relatório confirmam a atuação de Luís Messias no movimento estudantil, sendo presidente e fundador do Grêmio Estudantil da UECSA. Veja também: O que é um mentor e como encontrar um: Guia Completo.
A falta de assistência psicológica e neurológica resultou na perda irreversível da memória recente de Luís Messias, afetando sua qualidade de vida de forma significativa.
Impacto na Família
A sentença destaca que a perseguição política também afetou diretamente a esposa e os filhos de Luís Messias, resultando em danos morais reflexos.
A defensora pública federal Nayara Ribeiro Schröder Xavier, envolvida no caso, ressaltou a importância da decisão em reconhecer o direito à memória, verdade e reparação, sublinhando que ações indenizatórias relacionadas a violações de direitos humanos durante a ditadura são imprescritíveis.
Legado de Luís Messias
Luís Messias Tavares, ex-agente de polícia e líder estudantil, foi identificado como opositor do regime e sofreu consequências graves devido à perseguição política. Preso e mantido em condições degradantes, teve sua saúde mental comprometida até seu falecimento em 2011.



