A Justiça Federal decidiu adiar os depoimentos de dez acusados de participar de uma organização criminosa transnacional especializada na fabricação e comercialização clandestina de armas de fogo de uso restrito. As audiências de instrução e julgamento, que estavam marcadas para esta semana, foram remarcadas para o dia 6 de agosto.
O esquema veio à tona no ano passado, com a descoberta de uma fábrica clandestina de fuzis AR-15 em Santa Bárbara d’Oeste (SP) e a apreensão de 183 armas em Americana (SP). A Polícia Federal revelou que a empresa utilizava equipamentos sofisticados e fornecia armamento para facções criminosas de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Principais acusados e suas funções na organização criminosa
Entre os acusados, destacam-se Silas Diniz Carvalho, apontado como um dos líderes da quadrilha, e Gabriel Carvalho Belchior, responsável por constituir a empresa que servia de fachada para a produção das armas. Além deles, a denúncia do Ministério Público Federal enumera outras pessoas envolvidas em diversas etapas do crime.
Fábrica clandestina e apreensões
Na operação, foram encontradas máquinas, ferramentas e moldes usados na fabricação das armas, além de peças suficientes para produzir 80 fuzis. As investigações apontam que as armas eram produzidas com alta precisão e fornecidas ilegalmente para criminosos. Veja também: Tudo sobre a Realidade Virtual: Tecnologia e Tendências Atuais.
Com a aceitação da denúncia contra Luiz Carlos Siqueira, acusado de envolvimento no recebimento de remessas de armas dos EUA, o processo segue separado dos demais réus. Após as audiências, a ação penal entrará na fase de diligências, sem divulgação detalhada sobre o próximo passo.
A descoberta da fábrica clandestina de armas gerou repercussão nacional e levantou preocupações sobre o controle do tráfico de armamentos no país. As autoridades seguem investigando o caso e buscando desmantelar completamente a organização criminosa transnacional.
Fonte: https://g1.globo.com
