O resultado do júri popular que absolveu um réu da acusação de tentativa de feminicídio, em Cajuru, SP, foi considerado chocante pelo advogado da vítima. O veredicto frustrou a comunidade local, que esperava por justiça em um caso que chocou a região. A decisão do júri afastou a acusação de feminicídio contra o então namorado da vítima, em um desfecho que gerou indignação.

Djalma Fregnani Junior, representante da comerciante Gabriele Carolina Gonçalves, avaliou a sentença como impactante e preocupante para a cidade. O caso envolveu a queda da vítima de um carro em movimento, em um episódio de violência que mobilizou a opinião pública. A absolvição do réu, Denis Cipriano de Carvalho Silva, gerou controvérsia e questionamentos sobre o sistema de justiça.

Segundo o advogado, o júri decidiu que Denis não teve intenção de matar Gabriele, desqualificando a acusação de feminicídio. O caso passou para a esfera judicial comum, resultando na condenação do réu por lesão corporal grave e descumprimento de medida protetiva. As penas aplicadas totalizaram 3 anos, 6 meses e 20 dias de reclusão em regime aberto, despertando debates sobre a eficácia da legislação existente.

Violência contra a mulher em destaque

As agressões contra Gabriele ocorreram em janeiro de 2025, durante um evento tradicional da cidade. O episódio de violência doméstica, que culminou na queda da mulher de um carro em movimento, expôs a fragilidade das leis de proteção às vítimas. A vítima relatou momentos de terror e luta pela sobrevivência, reforçando a necessidade de uma resposta eficaz por parte do sistema judicial.

A defesa do réu argumentou que Gabriele teria simulado a situação para incriminá-lo, alegando que a comerciante apresentava comportamento instável. No entanto, o desfecho do julgamento levantou questionamentos sobre a responsabilidade em casos de violência contra a mulher e a importância de ações preventivas e educativas para evitar novos episódios como esse.

A comunidade de Cajuru, SP, aguardava por um desfecho que refletisse a gravidade do ocorrido e trouxesse alívio para a vítima. A decisão do júri, no entanto, gerou revolta e preocupação quanto à proteção das mulheres em situações de vulnerabilidade. O caso permanece em destaque, evidenciando a urgência de medidas efetivas para coibir a violência de gênero e garantir a segurança das vítimas.

Fonte: https://g1.globo.com

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