Uma abordagem policial em Moema, na Zona Sul de São Paulo, resultou na morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, atingido por 27 tiros disparados por quatro policiais militares. O caso ocorreu após o celular do jovem ser confundido com uma arma, levando os agentes a efetuarem um total de 45 disparos.
De acordo com o boletim de ocorrência, a ação teve início após a polícia receber um chamado sobre um homem transtornado nas imediações da Avenida Moreira Guimarães. Ao se depararem com Gustavo, os policiais abriram fogo ao vê-lo com um objeto escuro nas mãos, que posteriormente foi identificado como um celular.
Familiares relataram que o jovem não possuía histórico criminal, lutava contra a dependência química e recebia tratamento psiquiátrico. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) registrou o caso como resistência e morte decorrente de intervenção policial, com a conduta dos agentes em investigação.
Policiais efetuaram 45 disparos com quatro pistolas Glock calibre .40
Os policiais envolvidos na ocorrência dispararam um total de 45 tiros, com a seguinte distribuição de tiros: Soldado Gomes (14 disparos), Soldado Sales (13 disparos), Soldado França (12 disparos) e Sargento Macedo (6 disparos). Outros quatro policiais presentes não efetuaram disparos durante o incidente.
Perícia identificou 27 ferimentos em diversas regiões do corpo da vítima
A perícia constatou pelo menos 27 ferimentos causados pelos tiros em diferentes partes do corpo de Gustavo, incluindo crânio, tórax, braços e pernas. Um telefone celular foi encontrado ao lado do corpo, que passará por exames balísticos juntamente com as armas dos policiais.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso está sendo investigado pelas polícias Civil e Militar, com a apreensão das armas dos agentes, do celular da vítima e das imagens das câmeras corporais para análise. A conduta dos policiais será examinada por meio de Inquérito Policial Militar (IPM).
Fonte: https://g1.globo.com



