Um ano após a trágica morte de um passageiro na Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo, a investigação concluída não esclareceu as falhas que levaram ao acidente, enquanto as portas de segurança continuam atrasadas.

Lourivaldo Ferreira Nepomuceno faleceu em maio de 2025, ao ficar preso entre o vão e a porta da plataforma na Estação Campo Limpo, operada pela ViaMobilidade. O Metrô de São Paulo resumiu em uma nota que as medidas administrativas para melhorar os processos foram tomadas, sem entrar em detalhes.

Após o acidente, a ViaMobilidade instalou barreiras de proteção, mas não implementou sensores de presença que poderiam evitar tais incidentes. Além disso, a instalação de portas de segurança nas estações mais antigas do Metrô de São Paulo está atrasada.

Falhas e ocorrências

Documentos do governo estadual e da ViaMobilidade revelam que as falhas no sistema de portas de plataforma eram conhecidas desde antes da morte do passageiro. Registros apontam uma série de ocorrências, incluindo um passageiro preso em 2021 na estação Chácara Klabin e repetições do incidente nos anos seguintes.

Mesmo com a promessa de instalar barras de segurança, a ViaMobilidade não cumpriu o prazo estabelecido, resultando na fatalidade de Lourivaldo. A instalação das portas de plataforma nas linhas mais antigas do Metrô também enfrenta atrasos significativos.

Instalação das portas e desdobramentos

A instalação das portas de plataforma, fundamental para evitar acidentes, está atrasada nas linhas mais antigas, como a Linha 1-Azul e a Linha 3-Vermelha. O cronograma para a instalação das 88 portas de plataforma foi adiado duas vezes, sem previsão atual para conclusão.

O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o inquérito policial foi arquivado sem responsabilização criminal. Enquanto isso, a ViaMobilidade não cumpriu a promessa de instalar sensores nos vãos das plataformas após o trágico acidente.

A morte do passageiro causou comoção entre os usuários do metrô, com testemunhas relatando cenas de desespero. A ViaMobilidade, por sua vez, não conseguiu cumprir a promessa de instalar sensores nos vãos das plataformas para evitar incidentes semelhantes.

Fonte: https://g1.globo.com

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