O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para reajustar salários em diversas categorias, apresentou um aumento de 0,65% em maio, resultando em um acumulado de 4,42% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (12).
O INPC tem impacto direto na vida de muitos brasileiros, pois o acumulado de 12 meses é frequentemente usado para calcular os reajustes salariais ao longo do ano em várias categorias. Por exemplo, o salário mínimo considera o dado de novembro em sua atualização, enquanto o seguro-desemprego, o teto do INSS e os benefícios acima do salário mínimo são reajustados com base no resultado do INPC até dezembro.
Além do INPC, o IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país. Em maio, o IPCA atingiu 0,58%, acumulando 4,72% em 12 meses.
Diferenças entre INPC e IPCA
Enquanto o INPC considera a inflação para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, o IPCA abrange lares com renda de um a 40 salários mínimos, sendo o salário mínimo atual R$ 1.621. O objetivo do INPC é corrigir o poder de compra dos salários, levando em conta as variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com menor rendimento.
O IBGE atribui pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados, sendo os alimentos representando aproximadamente 25% do INPC, mais do que no IPCA (cerca de 21%), devido ao maior gasto proporcional das famílias de baixa renda com comida. Por outro lado, o preço das passagens aéreas tem menos peso no INPC do que no IPCA.
A coleta de preços para o cálculo do INPC é realizada em diversas regiões metropolitanas e capitais brasileiras, como Belém, Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo, entre outras.
