As Igrejas do Carmo, localizadas em Mogi das Cruzes e consideradas patrimônio histórico nacional, estão fechadas há mais de um ano. O complexo, tombado pelo Iphan e Condephaat, passou por obras emergenciais e avaliações técnicas, mantendo-se inacessível para visitas e celebrações.
Construídas nos séculos 17 e 18, as igrejas guardam exemplares raros da arte barroca e rococó em São Paulo, sendo um dos patrimônios mais importantes da região. O fechamento foi resultado de recomendações do Iphan, devido a problemas estruturais identificados no conjunto, após o desabamento de uma igreja em Salvador.
Restauração e Desdobramentos
Após vistorias e laudos que apontaram danos nos telhados e forros, as Igrejas do Carmo permaneceram fechadas para intervenções. Mesmo com um projeto de restauro contemplado pelo ProAC, os danos estruturais exigiram medidas emergenciais de escoramento, alterando o planejamento original.
Transparência e Expectativas
Moradores e especialistas locais aguardam ansiosos pela reabertura das igrejas, ressaltando sua importância histórica. O filósofo Guilherme Alberti destaca a necessidade de transparência nas intervenções, considerando o valor do patrimônio para a identidade de Mogi das Cruzes e do Brasil.
O Ministério Público iniciou um inquérito sobre o caso, demonstrando a relevância da situação. A expectativa é que, em breve, as Igrejas do Carmo possam ser reabertas para celebrações e visitações públicas, preservando assim não apenas um patrimônio de fé, mas também parte da identidade histórica da região.
Fonte: https://g1.globo.com
