Após o Ministério Público (MP) e o Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente, em São Paulo, apontarem uma redução na superlotação de pacientes, novas reclamações surgiram indicando a presença de pacientes e macas nos corredores da unidade, que afirma ter a ‘situação resolvida’.
Relatos e vídeos recebidos pela TV TEM nesta semana mostram corredores lotados, contradizendo a afirmação de que o problema estaria superado. Mesmo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo declarando que a situação no hospital foi resolvida e que não há mais casos semelhantes na região, as críticas persistem.
De acordo com a Promotoria, as macas nos corredores seriam utilizadas para a realização de exames, e o problema estaria relacionado ao fato de os moradores locais não quererem ser transferidos para outras unidades de saúde, mesmo com a expansão de leitos na região.
Diretor técnico do HR aborda questões relacionadas à demanda espontânea
Renato Ferrari, diretor técnico do HR, revela que o hospital enfrenta desafios devido à demanda espontânea, com pacientes buscando atendimento por sintomas leves em vez de recorrer às unidades de Pronto Atendimento e Unidades Básicas de Saúde (UBS). Mesmo negando a superlotação, Ferrari admite que a espera por consultas e exames pode aumentar nos horários de pico, mas destaca que a situação foi resolvida.
Em resposta às críticas, Ferrari ressalta a importância de conscientização da população e a implementação de mecanismos para agilizar o atendimento e reduzir o tempo de permanência no hospital.
Por fim, o diretor assegura que as esperas registradas no HR são relacionadas à ‘destinação de fluxo’, e não há pacientes aguardando internação nos corredores, mesmo diante das imagens que contradizem essa afirmação.
Desdobramentos e Acompanhamento
A situação no Hospital Regional de Presidente Prudente continua a ser acompanhada de perto pelo Ministério Público, que deve avaliar as medidas adotadas para lidar com a demanda e a possível superlotação. Enquanto a unidade afirma ter resolvido o problema, as críticas e reclamações da população continuam a ecoar, evidenciando a importância de uma gestão eficaz na saúde pública local.
Fonte: https://g1.globo.com



