O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, fez uma defesa contundente nesta quarta-feira (13) na Câmara dos Deputados, argumentando que o fim da escala 6×1 deve ser implementado de maneira imediata, sem a necessidade de um período de transição. Boulos destacou que outras mudanças legais em favor do setor patronal não contemplam uma fase de adaptação, defendendo que o mesmo deve ocorrer para os trabalhadores.
Comissão Especial avalia propostas de redução da jornada de trabalho
Uma Comissão Especial composta por deputados está revisando as propostas em andamento que visam diminuir a atual escala de trabalho 6×1 e a jornada máxima, atualmente estabelecida em 44 horas semanais.
Durante o debate, Boulos também questionou a proposta de compensação ao setor empresarial pela redução da jornada, salientando que essa medida prejudicaria principalmente os trabalhadores, sem trazer benefícios significativos para a classe. O ministro argumentou que não se propõe compensações para as empresas quando há aumento do salário mínimo no país, questionando a necessidade de uma ‘bolsa patrão’ nesse contexto.
Estudo revela aumento do faturamento das empresas com redução da jornada de trabalho
Boulos mencionou um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas que apontou que a maioria das empresas teve um incremento no faturamento após a redução da jornada de trabalho. Segundo o ministro, 72% das empresas analisadas registraram um aumento na receita, enquanto o engajamento dos trabalhadores em suas funções aumentou em 60%, evidenciando a produtividade do trabalho.
A previsão é que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para a redução da escala 6×1 seja discutida e votada ainda neste mês no plenário da Câmara dos Deputados.



