A escalada da guerra no Oriente Médio nos últimos dias expõe o fracasso do acordo costurado entre Irã e Estados Unidos (EUA) para pôr fim ao conflito que já custou a vida de milhares de pessoas na região, desde o dia 28 de fevereiro.

Os ataques aumentaram contra o Irã, incluindo bombardeios contra infraestruturas civis como pontes, hospitais, usinas de dessalinização de água, de produção de combustíveis e até um canteiro de obras de uma usina nuclear.

EUA e Irã em confronto direto

Enquanto os EUA mantêm os ataques, o Irã responde atingindo alvos em países do Golfo, como Jordânia, Bahrein e Kuwait, afetando bases militares e infraestruturas civis.

O especialista em segurança e geopolítica, major-general Agostinho Costa, descreve o memorando de entendimento entre EUA e Irã como uma “mentira” e uma “manobra diversionista” para lidar com a baixa nas reservas de petróleo.

Segundo Agostinho Costa, os EUA não possuem uma estratégia clara para lidar com o conflito, repetindo campanhas de bombardeio aéreo que se mostraram ineficazes.

Impacto na região

A guerra no Oriente Médio tem afetado diretamente a Jordânia, que se tornou um alvo estratégico devido à sua importância logística para as forças americanas.

Analistas destacam que os EUA não estão alcançando seus objetivos declarados, o que pode levar a uma escalada do conflito e fortalecer o regime iraniano.

A agressão lançada por Israel e EUA contra o Irã tem como objetivo a troca de regime, buscando deter a expansão econômica da China na região e consolidar a hegemonia de Israel no Oriente Médio.

Diante do fracasso em derrubar o regime político iraniano, os EUA agora buscam retomar o status de navegação no Estreito de Ormuz, mas o Irã defende a necessidade de um novo modelo de gestão para a região.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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