A seis anos da morte de Jordy Moura Silva, de 15 anos, por um guarda municipal em Campinas, o processo entra na reta final para julgamento pelo Tribunal do Júri. Após determinação da juíza, as partes foram intimadas para apresentar as testemunhas que irão depor em plenário, antecedendo a marcação da data do julgamento.
Claudino Gonçalves, acusado do homicídio qualificado e tentativa de homicídio, foi denunciado por disparar contra Jordy e seu irmão, Caique Andre Moura Santos. A movimentação do processo, após 6 anos e meio do crime, impacta a família do adolescente, que anseia por justiça.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou que o processo está na fase final antes da designação da data do plenário, com manifestação das partes para indicar testemunhas. Após a manifestação da defesa do guarda municipal, a juíza responsável marcará a data do julgamento.
Advogado da família de Jordy, Salvador Scarpelli Neto, destaca que a expectativa é de condenação, baseada em provas que apontam o disparo do guarda contra a motocicleta onde estavam os irmãos. A acusação pede celeridade no julgamento devido à gravidade do caso.
Procurada, a Secretaria de Segurança Pública de Campinas informou que o procedimento administrativo relacionado ao guarda municipal segue sob sigilo. A defesa do acusado não foi localizada para comentar.
Contexto do Caso
Jordy foi morto com um tiro nas costas na garupa de uma moto, após a Guarda Municipal ser acionada por motociclistas em uma área de obras. Testemunhas contradizem versão da corporação, alegando que os guardas atiraram à queima-roupa.
O advogado da acusação ressalta que o adolescente não era criminoso e que as provas indicam que ele não estava armado. Gonçalves foi preso em flagrante, mas liberado em audiência de custódia, enquanto a família espera por justiça.
Nove testemunhas foram ouvidas pela Polícia Civil, e o guarda municipal permaneceu em silêncio durante o depoimento. A acusação busca veredito favorável no julgamento.
Fonte: https://g1.globo.com



