O prazo de 60 dias para promover uma guerra sem autorização do Congresso dos Estados Unidos (EUA) termina nesta sexta-feira (1) e o governo de Donald Trump alega que o conflito com o Irã está suspenso, uma vez que foi negociado um cessar-fogo no dia 7 de abril.
A explicação é do secretário de Defesa do país, Pete Hegseth, em audiência no Comitê de Serviços Armados do Senado, onde o representante da Casa Branca compareceu nesta quinta-feira (30).
Polêmica no Congresso dos EUA
Durante a audiência, Hegseth afirmou: “Estamos em um cessar-fogo neste momento, o que, segundo nosso entendimento, significa que o prazo de 60 dias fica suspenso ou interrompido durante um cessar-fogo”.
Impasse jurídico
O prazo de 60 dias pode ser prorrogado por mais 30 dias, desde que o presidente certifique o Legislativo por escrito sobre a “necessidade militar inevitável em relação à segurança das Forças Armadas dos EUA”, segundo a Resolução dos Poderes de Guerra dos EUA, de 1973.
Senadores democratas, como Tim Kaine, questionaram o argumento da Casa Branca e destacaram a importância do cumprimento do prazo estabelecido.
A sessão do Senado desta quinta-feira rejeitou mais uma tentativa de bloquear os poderes de guerra de Trump, com a resolução sendo rejeitada por 50 votos contra 47.
Insatisfação crescente
A população norte-americana demonstra mais de 60% de oposição à guerra no Irã, refletindo a insatisfação com os preços dos combustíveis, que atingiram níveis altos nos últimos tempos.
O aumento do preço dos combustíveis é motivado pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, o que gera impactos significativos na economia e no dia a dia dos cidadãos dos EUA.



