O governo federal deu início nesta terça-feira (23) às ações preparatórias para o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, a ser realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O lançamento ocorreu em Brasília, no Palácio da Justiça, sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de divulgar ações para assegurar os direitos da população em situação de rua, ampliar o acesso a serviços públicos e proteção social.
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O censo, previsto para ocorrer entre 3 e 7 de julho de 2028, terá os primeiros resultados divulgados em dezembro do mesmo ano. Inicialmente, o levantamento estatístico abrangerá Belo Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador, cobrindo um município por região do país. Márcio Pochmann, presidente do IBGE, ressaltou a importância de incluir essa parcela da população nos índices oficiais para embasar políticas públicas mais eficazes.
Impacto das informações estatísticas
O ministro Guilherme Boulos afirmou que o censo permitirá a estruturação de políticas públicas mais eficientes e baseadas na realidade, semelhante ao que já é feito com recortes de gênero, raça e idade. A ministra Janine Mello previu que o estudo demográfico servirá como referência para outros países lidarem com a população em situação de rua. Esta iniciativa é celebrada como uma conquista histórica, corrigindo erros metodológicos e garantindo visibilidade estatística para um grupo frequentemente invisibilizado.
Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, comemorou a vitória de uma luta contra distorções nas estatísticas demográficas. Ele destacou que o censo municipal muitas vezes não refletia a realidade, e a entrada do IBGE para a contagem oficial corrigirá essa invisibilidade estatística. O presidente do CIAMP-Rua, Anderson Miranda, ressaltou a importância do censo como uma conquista histórica, acabando com o argumento de falta de metodologia para a contagem.



