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Governo anuncia plano de socorro para setores afetados por tarifaço dos EUA

© Valter Campanato/Agência Brasil

O governo federal divulgou hoje que implementará um novo programa de auxílio aos setores empresariais impactados pelo recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos (EUA). A decisão veio após o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) confirmar uma tarifa adicional de 25% em alguns produtos brasileiros, alegando práticas comerciais consideradas ‘desleais’ por parte do Brasil.

O governo brasileiro contestou as justificativas para a taxação e as novas tarifas entrarão em vigor a partir do próximo dia 22 de julho.

Setores prioritários receberão apoio financeiro

Durante uma coletiva de imprensa em Brasília, o ministro Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), juntamente com o vice-presidente Geraldo Alckmin e outros ministros, anunciaram que os setores mais afetados incluem madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Esses setores receberão suporte financeiro para capital de giro, investimentos e escoamento de produtos para outros mercados.

Estimativas da Secretaria de Comércio Exterior apontam que cerca de 2,4 mil empresas nacionais serão diretamente impactadas pelo tarifaço, representando 18% das exportações brasileiras para os EUA, totalizando US$ 7,4 bilhões em transações. Veja também: O que fazer quando o cachorro come cocô: guia completo.

Brasil busca diversificação de mercados

Com a redução das exportações para os EUA nos últimos anos, o Brasil tem buscado diversificar seus mercados. O governo continuará fomentando essa política para os produtos afetados pelo tarifaço.

O vice-presidente Geraldo Alckmin mencionou a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade em resposta às ações dos EUA, destacando a importância de defender a competitividade econômica brasileira.

Interferência externa e Pix

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a decisão dos EUA como uma interferência externa indevida e rejeitou as alegações feitas pelo USTR. Ele ressaltou que as medidas de socorro serão menos abrangentes do que no ano passado, devido à ampliação da lista de exceções ao tarifaço.

Durante a coletiva, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu o sistema brasileiro de transferências e pagamentos eletrônicos, o Pix, como não sendo motivo para as tarifas impostas. Ele destacou que o mercado de cartão de crédito cresceu após a implementação do Pix, questionando a justificativa apresentada pelos EUA.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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