O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou um ofício ao presidente da Segunda Turma, ministro Luiz Fux, questionando a condução da sessão virtual que resultou na maioria pela manutenção do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do cargo. O ofício foi encaminhado em 11 de junho, mas apenas se tornou público nesta quinta-feira (17).

Gilmar Mendes expressou preocupações com a rapidez dos acontecimentos, uma vez que em pouco mais de uma hora foi informado do afastamento e da convocação da sessão, na qual os votos do relator, André Mendonça, de Luiz Fux e de Kássio Nunes Marques foram proferidos em menos de dez minutos. Mendes pediu vista e ressaltou a importância da imparcialidade e da coordenação por parte do presidente da Segunda Turma.

Vale destacar que Andrei Rodrigues foi posteriormente reconduzido ao cargo por decisão do presidente do STF, Edson Fachin, no dia seguinte. Veja também: Como a Cor Afeta Nosso Humor: A Ciência das Cores.

Defesa do procurador-geral da República e críticas de Gilmar Mendes

Em outra frente, Gilmar Mendes utilizou suas redes sociais para defender o procurador-geral da República, Paulo Gonet, cuja honra teria sido afetada pelo levantamento do sigilo de conversas sem evidências de irregularidades. Mendes criticou a postura da sessão de terça-feira, acusando Mendonça de buscar ganhos políticos e questionando sua imparcialidade.

As trocas de declarações entre os ministros continuaram, com André Mendonça reforçando a legalidade de suas ações e destacando a proibição da Lei Orgânica da Magistratura Nacional sobre manifestações em processos pendentes de julgamento. Mendonça afirmou que o sigilo foi levantado de forma fundamentada e dentro dos limites legais, rejeitando as acusações de Gilmar Mendes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!