As gêmeas siamesas Helena e Heloísa, de 2 anos e 7 meses, que morreram durante a cirurgia de separação definitiva em Ribeirão Preto (SP), sobreviveram por dois e 12 minutos, respectivamente, após o procedimento. A cirurgia, realizada no sábado (15), terminou com as meninas já separadas.
Segundo informações do Hospital das Clínicas, após a separação dos corpos, a capacidade de resposta das gêmeas diminuiu gradualmente. Helena foi a primeira a sofrer uma parada cardiorrespiratória, sendo reanimada por 25 minutos e declarada morta às 23h37. Minutos depois, Heloísa também não resistiu às tentativas de ressuscitação e teve seu óbito declarado às 23h51.
Organismos frágeis e complexidade da cirurgia
O cirurgião plástico Jayme Farina Júnior destacou a fragilidade dos organismos das gêmeas, que enfrentavam problemas de saúde como pneumonias, traqueostomia e necessidade de cuidados especiais. Durante as 15 horas de cirurgia, as meninas apresentaram instabilidade hemodinâmica e pressão arterial, desafios que a equipe médica tentou reverter repetidamente.
Devido à complexidade da cirurgia e ao estado de saúde delicado das gêmeas, a equipe médica tinha cancelado uma operação anteriormente. As condições só permitiram a realização do procedimento no sábado, quando a equipe avaliou que era o melhor momento.
Heloísa e Helena passaram por cinco cirurgias ao longo de um ano para a separação, com a equipe optando por dividir o procedimento em etapas para reduzir os riscos. As gêmeas foram enterradas no domingo em São José dos Campos (SP), onde a família reside.
Fonte: https://g1.globo.com



